Quadras esportivas em condomínios. Escolha do tipo de piso, manutenção e conservação.

As quadras poliesportivas são componentes importantes em um condomínio. Agregam valor ao empreendimento e são fatores de socialização entre os moradores. Sem falar que para famílias com crianças a existência de quadras é um fator fundamental de escolha do imóvel.

Mas quadras não conservadas podem ter efeito negativo no condomínio, podendo até machucar o usuário. Portanto manter a conservação das quadras é preservar e valorizar o patrimônio e gerar conforto e bem-estar para os condôminos.

A conservação das quadras não se restringe somente a pintura da superfície, vamos analisar também quais os problemas mais comuns encontrados.

A construção de uma quadra esportiva deve seguir os mesmos cuidados de qualquer outra obra. Deve-se projetar a quadra, dimensionar a fundação, definir as camadas de execução, acompanhar a execução com um engenheiro e, caso seja necessário terraplenagem, compactar bem os aterros.

Existem basicamente dois tipos de pisos de quadras poliesportivas para condomínios: O piso de concreto e o piso asfáltico. Estes tipos de pisos permitem os esportes coletivos mais comuns em condomínios como: futebol, vôlei, basquete. Existem ainda pisos específicos para alguns esportes como, por exemplo, o saibro para tênis e a grama sintética para futebol society.

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Figura 1. Piso asfáltico. topsporteng.com.br

O piso asfáltico é o mais indicado pois permite uma superfície lisa, sem juntas, e este piso possui uma “maciez” característica que dá mais conforto ao usuário. Porém este piso gera mais manutenção.

 

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Figura 2. Piso de Concreto. topsporteng.com.br

Já o piso de concreto é mais robusto, necessita menos manutenção e tem maior vida útil, mas não tem o mesmo nível de conforto para a prática de esportes que o piso asfáltico.

Ainda, entre estes dois tipos de piso o mais econômico para execução é o piso de concreto.

Todo piso em área externa deve possuir declividade para escoamento de águas pluviais e no caso de quadras não é diferente. O projeto e construção da quadra deve prever o escoamento da água da chuva e drenos ou grelhas para captar esta água nas bordas das quadras.

Assim, deve-se manter drenos e grelhas desobstruídos para ter o perfeito escoamento de água de chuva.

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Figura 3. Grelha na borda da quadra.

No caso de falhas na declividade do piso podemos ter empoçamentos localizados. A água é um dos principais elementos de desgaste de materiais de construção, seu acúmulo permite o surgimento de patologias, fissuras, carreamento de materiais finos e consequente degradação da matriz do material.

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Figura 4. Empoçamento de água causa degradação do piso.

Outros elementos da quadra devem ser observados como: traves, tabelas de basquete e alambrados.

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Figura 5. Fissuras no entorno da haste da rede.

Vamos observar este exemplo da foto acima. Surgiram fissuras no piso ao redor da haste da rede em formato retangular. Podemos verificar que esta fissura se deu pelo deslocamento da base de apoio da haste. Esta base de concreto é “embutida” no piso. Vemos na figura a seguir como é este apoio.

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Figura 6, Base de apoio da haste.

Os problemas mais comuns encontrados em quadras esportivas de condomínios, além do desgaste natural da pintura, são marcas devido ao uso indevido. O síndico deve prevenir o uso inadequado das quadras. Isto é um fator importante para preservar o revestimento. Assim não se deve permitir a entrada de skates e patins e os usuários devem utilizar calçados adequados ao tipo de piso. Evitar a montagem de estruturas sobre o piso da quadra, como palcos e a tradicional “cadeia” de festas juninas.

Pisos de quadras esportivas geralmente não são projetados para grandes cargas, então não permitir a entradas de veículos ou a instalação de cargas pontuais (piscinas infláveis ou vinílicas, por exemplo), isto pode acarretar problemas na fundação e o surgimento de fissuras no piso.

Vemos na foto abaixo um exemplo de fissura causada por problema na fundação da quadra.

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Figura 7. Movimentação da fundação causa fissura no piso da quadra.

Vejamos a seguir um caso de desagregação da camada asfáltica superficial.

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Figura 8. Piso asfáltico desagregado.

Este é um tipo de patologia que não pode ser resolvida com somente uma pintura. Neste caso a camada superficial teve de ser reparada para, só então, realizar nova pintura.

Entretanto, pequenas fissuras devem ser tratadas rapidamente pois com tempo vão se alastrando e começam a se interligar.

A pintura periódica deve ter como intervalo o tempo indicado pelo fabricante da tinta que, geralmente, é de dois anos.

A manutenção de quadras esportivas em condomínios deve ter em conta o tipo de piso e as condições de uso. A conservação bem feita e periódica traz conforto para os condôminos e economia para o condomínio já que reparos em pisos geralmente não são de pequena monta.

É fato que ocasionalmente surgem casos mais complexos, como problemas de fundações ou desagregação de camadas do piso. Nestes casos a análise deve ser feita por profissional técnico qualificado que irá indicar os procedimentos a serem executados para recuperação do piso.

 

Eduardo Araki

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